A MMX/EBX, do empresário Eike Batista teve problemas com o meio ambiente no ano passado. Ela foi multada em mais de um milhão de reais por danos ambientais (Jornal Folha de São Paulo). Também saiu na imprensa o fato de Eike Batista ter feito uma jogada empresarial no setor de mineração que lhe rendeu bilhões de reais. Agora, o seu grupo empresarial anuncia o empreendimento de uma siderúrgica no Pantanal. Pior, a siderúrgica será abastecida com carvão vegetal. Que garantias nós, a sociedade, temos de que a siderurgica não será abastecida com floresta nativa? Mais ainda... Que garantia a sociedade tem que não se derrubará floresta nativa para se plantar eucaliptos? A imprensa divulgou que o nobre empresário negociou a venda de seu negócio para corporações estrangeiras, rendendo-lhe mais alguns bilhões. Mas como foi feita essa negociação? Até que ponto não estamos vendendo a riqueza ambiental do Brasil? E que benefício a sociedade poderá ter da perda da biodiversidade para se produzir minério e aço? Minério e aço são coisas do passado. Todo mundo sabe que são atividades de grande impacto ambiental e pouco capital intelectual integrado. Ou seja, gera riqueza para meia dúzia e ignorantes bolsões de pobreza. Históricamente, o Brasil têm vários exemplos de empresários que venderam nossa integridade e riquezas naturais para benefício próprio. Seria esse mais um caso?
Domingo, Fevereiro 10, 2008
Siderúrgicas e o Pantanal
Postado por
Ricardo Raele
às
9:45 PM
Marcadores: ambiente, consumo, empresas, hipocrisia, sustentabilidade
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