A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse na sexta-feira (25) que a "pressão insustentável" sobre os recursos naturais não é resposta à crise mundial dos alimentos. Para Marina, destruir ecossistemas para plantar "só adia a crise por um tempo".
A declaração foi uma resposta à defesa que o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, fez na quinta-feira (24) do desmatamento como mecanismo "inevitável" para enfrentar a alta global no preço dos alimentos. (fonte UOL)
A declaração foi uma resposta à defesa que o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, fez na quinta-feira (24) do desmatamento como mecanismo "inevitável" para enfrentar a alta global no preço dos alimentos. (fonte UOL)
Acerta a ministra ao reagir à declaração absurda de Blairo Maggi. Está claro que ele se posiciona para defender interesses particulares de uma elite agropecuária e ruralista que desconhece por completo o significado da palavra ecologia. Prova inconstável disso se dá nas palavras mais do que pertinentes do coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário. Eis suas sábias palavras "... A oposição entre preservação da floresta e produção de alimentos é uma falsa dicotomia, 'é graças às chuvas produzidas na Amazônia que as terras férteis do Centro-Sul são irrigadas'. "Desmatar é um tiro no pé.""
A verdade é que todo mundo fala em preservar o meio ambiente mas se recusa a aceitar que é preciso pensar em conceber o dinheiro de forma diferente para preservar a vida. Conquanto na forma com a qual se ganha dinheiro hoje. Atualmente o capital se reproduz destruindo a natureza. Basta olhar a poluição das metrópoles (onde o dinheiro circula) e a devastação agropecuária que mantém alimentados os gigantescos conglomerados urbanos. O modelo está falido. Científicamente falido. Desmatamento inviabiliza a agricultura e a agricultura (nas palavras de Blairo Maggi) depende do desmatamento. Vivemos a maior crise de ezquisofrenia coletiva que se tem notícia na história da humanidade. Bancos gastam milhões para se dizerem ecológicos e financiam mineradoras, latifundiários defendem a ecologia e acabam com a biodiversidade. A biodiversidade é fundamental para manter a vida no planeta. Sem biodiversidade não existe vida porque a vida é a interação complexa das trocas de energia (na cadeia trófica) entre todas as espécies.
As pessoas querem ser ecológicas portanto que continuem vivendo o gozo e o conforto cego das metrópoles. É preciso repensar a sociedade, a organização social. É preciso desincentivar atividades de impacto ambiental e fomentar políticas de desenvolvimento de empresas baseadas na tecnologia de informação, na biotecnologia, em uma matriz energética renovável de pequena escala. Construir aldeias tecnológicas sustentáveis por todo o planeta. Incentivar a agricultura familiar e, definitivamente, controlar a natalidade com políticas sérias que desestimulem o crescimento da população.
Para enfrentar a crise alimentar temos é que controlar a natalidade porque o estoque de terras é finito e o crescimento humano se julga poder ser infinito.
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1 comentários:
Olá Ricardo. Gostaria de pedir linkagem ao LDC. Muito obrigado! []'s!
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