tag:blogger.com,1999:blog-146696632008-07-16T21:41:24.251-03:00Ricardo RaeleRicardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comBlogger26125tag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-60053002467179626352008-06-18T18:06:00.003-03:002008-06-18T19:19:24.703-03:00Uma espelunca chamada Terra<span style="font-size:78%;"></span>Muito se fala sobre a riqueza da natureza. Sobre seu valor monetário. Ecológico. Uma árvore pode ser vendida e transformada em dinheiro, pode ainda ser mantida em pé, no intuito de cumprir seu papel na teia da vida, nitrogenando o solo, dando abrigo aos pássaros e frutos aos homens... Hoje em dia, diversas correntes de cientistas e economistas debatem sobre a proximidade entre a ecologia humana e a economia, dado que estão umbilicalmente conectadas. A economia é o estudo dos recursos escassos, das trocas materiais e energéticas entre os homens. A ecologia também, embora enfoque um ponto de vista mais abrangente e inclui todos os organismos vivos na "economia" de energia e materiais orgânicos e inorgânicos do planeta Terra.<br /><br />Concorco completamente com a visão de que economia e ecologia humana estão muito, muito próximas. Creio que não há solução para o problema econômico do ser humano sem considerar-se a ecologia. Na natureza todos os organismos vivos, absolutamente todos, fazem parte de um ciclo material movimentado pela energia solar, basicamente. Na natureza não há exclusão. Todos participam. Na ecologia natural não há idéia de lixo. Os organismos e dejetos são reciclados, dando oportunidade para a vida dos organismos que virão.<br /><br />No caso do ser humano não. É é aí que reside a prova documental da falência do sistema industrialista que vivemos hoje. O sistema pressupõe a existência de lixo, e o lixo é nada mais que matéria e energia expurgada da roda da vida, ou seja, é um indicador de morte ambiental. Quando reciclamos o lixo, na verdade estamos regenerando a oportunidade para outros seres vivos existirem.<br /><br /><span style="font-size:180%;">Por que nossa civilização produz lixo? Quais são nossos erros sociais que resultam na existência do lixo? O que na nossa concepção de Deus está errada? O que na nossa concepção de universo está errada? De ser? De felicidade?</span><br /><br />Mas não se trata apenas de reciclar o lixo. Trata-se de não produzí-lo. O custo ao reciclar o lixo é um erro ambiental estrutural. Não pode-se tratar a reciclagem como custo, ela deve ser algo natural do sistema, uma nova fase no ciclo produtivo... Por isso, todos os produtos deveriam ser projetados considerando-se a sua participação na roda material do planeta. Para cada produto a ser inventado as empresas deveriam solucionar os impactos ambientais que aquele produto gerará. E isso demanda políticas que forcem a sociedade neste sentido. Provocar essa mudança com leis e políticas públicas. Por exemplo. Por que não proibir as fraldas descartáveis? Sabe-se que são um problema ambiental gravíssimo. Demoram milhares de anos para se decomporem, sujam as cidades, emporcalham os aterros sanitários. Mas, os aterros ficam longe da casa dos ricos que podem pagar R$150,00 reais por um pacote de fraldas e a lógica meus caros, é a seguinte:<br /><br /><span style="font-size:180%;">Limpar a merda do meu próprio filho? Não... Prefiro jogar a merda pra sempre do lado da casa dos pobres.</span><br /><br />Se seu filho de um ano soubesse o quanto ele está sendo ruim para ele mesmo, pode ter certeza que pediria para você limpar as fraldas de pano dele.<br /><br />Outro exemplo. Sacos de plástico nos supermercados. Quando eu era criança todos os supermercados usavam sacos de papel reciclado. Éramos felizes e não sabíamos. Agora são todos de polietileno de alta densidade. Plástico. Se não são biodegradáveis, por que não voltar aos sacos de papel? Porque o supermercado ganha mais dinheiro com eles... Porra, cadê o poder público dessa espelunca chamada Terra? Proíbe-se essa porcaria de plástico e pronto. Usemos sacolas de verdade trazidas de casa ou paguemos por sacolas de papel. Sei lá, não precisa ser gênio para resolver o problema.<br /><br />Quer mais um... Garrafas PET. De refrigerante. Quando eu era criança eram de vidro e todo mundo vivia bem. Então as indústrias descobriram que ganhariam mais dinheiro fazendo elas de plástico descartável e mudaram tudo. Resultado, o diretor dessa indústria hoje tem dinheiro pra viajar de jato particular e o pobre que se foda na beira do rio todo sujo de garrafas usadas. Vereadores, proíbam essa porra!!! Afinal, seu papel é o bem público ou você está com medo de quem financiou sua campanha?<br /><br /><span style="font-size:180%;">Por que, com que direito, uma empresa produz uma embalagem que polui o meu, o nosso ambiente? Se eu não compactuo com os benefícios daquele produto e não julgo a sua existência suficientemente importante para interferir no ambiente em que vivo, este produto não têm o direito de existir.</span><br /><br />Mas quando a reciclagem do lixo é integrada ao sistema capitalista (e consequentemente a natureza) o lixo perde seu significado de "lixo" e passa a ser considerado matéria prima de outro processo ambiental.<br /><br />Se a natureza não produz lixo e <em>ciclagem</em> (o termo biológico é esse) é sinônimo de avanço, fica claro que a tecnologia, o sistema, que está operando nela é infinitamente superior ao "sistema social" dos seres humanos... Há um conhecimento abstrato na natureza que é infinitamente superior ao conhecimento humano. É nos modelos naturais que encontraremos as soluções e o equilíbrio necessário para nossas ações.<br /><br /><span style="font-size:78%;">Para debater esse post:<br /></span><span style="font-size:78%;"><a href="http://www.ricardoraele.livreforum.com/">http://www.ricardoraele.livreforum.com/</a><br /></span><span style="font-size:78%;">Para conectar-se:<br /></span><a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16935681724873884603"><span style="font-size:78%;">Me adicionar no orkut</span></a><span style="font-size:78%;"> </span>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-87410774319672560452008-06-03T15:13:00.003-03:002008-06-03T16:02:45.795-03:00Reunião em Roma<span style="font-size:78%;"></span>Está acontecendo neste exato momento uma importante reunião em Roma sobre Bioenergia e segurança alimentar, dois dos temas mais polêmicos na política internacional da atualidade. Os interesses que estão por detrás da produção energética e da agricultura, de forma geral, são gigantescos, principalmente porque em ambos os casos trata-se do verdadeiro bem de consumo que está por trás de todas as trocas econômicas, a energia. Daí a importância oculta do tema.<br /><br />A agricultura alimentar é a matriz energética da vida dos seres humanos. É alimentando-se que os organismos vivos se abastecem de energia para sua sobrevivência. Portanto, a agricultura alimentar mantém energéticamente as funções internas do organismo humano, ou seja, seu ambiente interior. Sem alimentos não há vida. Já, a agricultura de energias renováveis, como o álcool, mantém parte das funções do ambiente externo ao organismo humano. As atividades que os seres humanos gastam nos limites exteriores ao seu organismo, como transporte, aquecimento... também carecem de energia e as energias renováveis, como o álcool podem cumprir este papel.<br /><br />Em ambos os casos trata-se de energia. A ecologia geral nos ensina que a base energética que mantém a teia da vida nas cadeias alimentares vêm dos vegetais. São os vegetais que captam e armazenam a luz solar em forma de energia química que todos nós usamos. Tanto internamente (organismo) quanto externamente (ambiente exógeno).<br /><br />Especificamente no caso do ambiente externo, quando deixamos de lado o uso de um combustível fóssil (para transporte, por exemplo) e adotamos um combustível renovável, estamos na verdade integrando nossa sociedade à cadeia energética natural dos seres vivos no planeta. Um carro movido a álcool de cana-de-açúcar tem uma matriz energética mais parecida com a de um cavalo do que a de um carro movido a gasolina. É curiosa essa comparação, mas é verdadeira, dado que em ambos os casos - cavalo e carro a álcool - a energia que os move é biológica, ao passo que a gasolina é diferente. O mais incrível é que quimicamente falando um cavalo ou mesmo ser humano pode em dadas circunstâncias ter álcool no seu sangue , e pasme, transformar esse álcool em energia para sua sobrevivência. Apologias ao alcolismo postas à parte, ter gasolina no sangue é morte certa. Gasolina é um veneno para vida.<br /><br />Entretanto, muitos países relutam em desafiar esta proposição lógica e insistem em atacar os biocombustíveis para defender o uso do petróleo. Por que certos países não misturam uma porcentagem de álcool na sua gasolina para começar a migração da matriz energética não renovável para uma matriz energética renovável? Por que tanta demora com tais medidas simples, técnicamente já solucionadas? As vezes fico pensando que essa resistência dos países ricos esteja justamente em entender que ao assumir os biocombustíveis como matriz energética, eles vão mudar o eixo de poder de suas mãos para as mãos de países tropicais, onde incide a maior parte da luz solar no planeta e onde se concentram as terras mais férteis para plantar.<br /><br /><span style="font-size:180%;">Assumir os biocombustíveis como matriz energética é, para os países ricos, assumir a própria derrota do seu modelo civilizatório, baseado no petróleo.</span><br /><br />Além de relutarem em aceitar essa transição natural da matriz energética, grupos poderosos atacam os biocombustíveis com argumentos infundados, dizendo que faltará alimentos se adotarmos os biocombustíveis como matriz energética. É tão absurdo que basta lembrar que apenas 1% do solo brasileiro cultivável está produzindo álcool. Além disso, sabe-se que não falta alimentos no mundo, o que exieste é má distribuição. Os EUA são um país em que se morre de obesidade. Não faltam terras nem sementes. Falta dividir melhor o dinheiro do mundo, mas quem quer dividir o conforto que tem?<br /><br />O presidente Lula destacou tais pontos em seu discurso na reunião de Roma. Falou do problema do protecionismo agrícola dos países desenvolvidos - que impede o desenvolvimento da agricultura nos países pobres, e consequentemente eleva o preço dos alimentos - da falta de relação lógica entre o preço da comida com a produção de biocombustíveis, enfim, se posicionou muito bem perante o mundo. Neste aspecto o governo de esquerda no Brasil está muito, mas muito melhor que o governo de direita (FHC) que tivemos anos atrás. Perto do governo Lula os militares vendiam o Brasil para os EUA.<br /><br />Finalmente o Braisl está se posicionando como gente grande na política internacional. Atacando os EUA quando eles ferem nossos interesses, abrindo rotas comerciais com a África e Oriente Médio, dialogando com soberania e independência com Cuba. Tudo isso sem revoluções malucas, ataques de estrelismos alá Chaves, sem tirar os pés do chão. Devo admitir que a política externa do governo Lula vai muito bem obrigado.<br /><br /><span style="font-size:78%;">Para debater esse post:<br /></span><span style="font-size:78%;"><a href="http://www.ricardoraele.livreforum.com/">http://www.ricardoraele.livreforum.com/</a><br /></span><span style="font-size:78%;">Para conectar-se:<br /></span><a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16935681724873884603"><span style="font-size:78%;">Me adicionar no orkut</span></a><span style="font-size:78%;"> </span>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-3321245465737551692008-05-30T21:30:00.005-03:002008-05-30T21:55:58.933-03:00Conflitos em terras indígenas<a href="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/SEChI8Jw54I/AAAAAAAAANg/fDRnLveoBnU/s1600-h/amazonia.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206338344198399874" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/SEChI8Jw54I/AAAAAAAAANg/fDRnLveoBnU/s400/amazonia.jpg" border="0" /></a><br /><div><span style="font-size:78%;"></span></div><div>O Brasil está sob um grande desafio. Várias minorias étnicas que vivem na floresta amazônica estão se chocando com grupos de agricultores, madedeiros, garimpeiros... e claro, atrás de toda essa gente há interesses de poderosos, políticos, empresários... Entretanto o problema está longe de ser simples assim, dividido entre duas facções. Além dos índios e dos "brancos" brasileiros, soma-se ao caldo militares brasileiros e missionários estrangeiros. Pois bem. Os índios reinvindicam sua posse de terra em largas extensões. Os civis brancos que lá vivem (são mais de vinte milhões de pessoas na floresta amazônica brasileira) querem implantar nosso falido modelo de "civilização econômica". Os estrangeiros, missionários, voluntários de ONGs, dizem que querem ajudar os índios. Finlmente os militares brasileiros preocupados com a soberania, acusam os "voluntários estrangeiros" de servirem a interesses políticos de seus países de origem e que desejam a internacionalização da Amazônia brasileira. </div><div></div><div>Veja caro leitor. Se o o gringo não quisesse a internacionalização da Amazônia não vinha até aqui, tentar fazer da amazônia sua casa. A casa de um estrangeiro. Xenofobias postas de lado, e bem longe, é claro que há estrangeiros e estrangeiros... Agora uma coisa é certa. Um Major da Aeronáutica me disse com todas as letras:</div><div></div><br /><div><span style="font-size:180%;">"Existe um lugar na Amazônia brasileira que só é acessível de avião. Lá há uma bandeira da França fincada em plena floresta".</span></div><div></div><br /><div>É por essas e outras que sou a favor da presença do exército na floresta, sou contra a demarcação contínua de terras mesmo sendo antropólogo. Acredito que se deva calcular uma porção de terra grande o suficiente para a caça, pesca e subsistência do índio de forma que essas terras não precisam ser do tamanho de um país médio. Creio ainda que é preciso isolar as tribos cujo contato ainda não foi feito. Para aquelas que já se aculturaram é preciso descobrir uma maneira de integrá-los a nossa cultura de forma que se preserve o máximo possível suas tradições. Mas esse é um assunto para outro debate que deixarei para uma próxima opinião. </div><br /><div></div><div><span style="font-size:78%;">Para debater esse post:<br /></span><span style="font-size:78%;"><a href="http://www.ricardoraele.livreforum.com/">http://www.ricardoraele.livreforum.com/</a><br /></span><span style="font-size:78%;">Para conectar-se:<br /></span><a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16935681724873884603"><span style="font-size:78%;">Me adicionar no orkut</span></a><span style="font-size:78%;"> </span></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-50949183798998321912008-04-28T20:52:00.008-03:002008-05-09T19:43:48.667-03:00Desmatar para plantar?<a href="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/SBZ78QuZJeI/AAAAAAAAANY/dPx7jtDBF2o/s1600-h/desmatamento.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194475495430366690" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/SBZ78QuZJeI/AAAAAAAAANY/dPx7jtDBF2o/s400/desmatamento.jpg" border="0" /></a><br /><div>A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse na sexta-feira (25) que a "pressão insustentável" sobre os recursos naturais não é resposta à crise mundial dos alimentos. Para Marina, destruir ecossistemas para plantar "só adia a crise por um tempo".<br />A declaração foi uma resposta à <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u395503.shtml">defesa</a> que o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, fez na quinta-feira (24) do desmatamento como mecanismo "inevitável" para enfrentar a alta global no preço dos alimentos. (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u396416.shtml">fonte UOL</a>)</div><br /><div>Acerta a ministra ao reagir à declaração absurda de Blairo Maggi. Está claro que ele se posiciona para defender interesses particulares de uma elite agropecuária e ruralista que desconhece por completo o significado da palavra ecologia. Prova inconstável disso se dá nas palavras mais do que pertinentes do coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário. Eis suas sábias palavras "... A oposição entre preservação da floresta e produção de alimentos é uma falsa dicotomia, 'é graças às chuvas produzidas na Amazônia que as terras férteis do Centro-Sul são irrigadas'. "Desmatar é um tiro no pé.""</div><br /><div>A verdade é que todo mundo fala em preservar o meio ambiente mas se recusa a aceitar que é preciso pensar em conceber o dinheiro de forma diferente para preservar a vida. Conquanto na forma com a qual se ganha dinheiro hoje. Atualmente o capital se reproduz destruindo a natureza. Basta olhar a poluição das metrópoles (onde o dinheiro circula) e a devastação agropecuária que mantém alimentados os gigantescos conglomerados urbanos. O modelo está falido. Científicamente falido. Desmatamento inviabiliza a agricultura e a agricultura (nas palavras de Blairo Maggi) depende do desmatamento. Vivemos a maior crise de ezquisofrenia coletiva que se tem notícia na história da humanidade. Bancos gastam milhões para se dizerem ecológicos e financiam mineradoras, latifundiários defendem a ecologia e acabam com a biodiversidade. A biodiversidade é fundamental para manter a vida no planeta. Sem biodiversidade não existe vida porque a vida é a interação complexa das trocas de energia (na cadeia trófica) entre todas as espécies. </div><br /><div>As pessoas querem ser ecológicas portanto que continuem vivendo o gozo e o conforto cego das metrópoles. É preciso repensar a sociedade, a organização social. É preciso desincentivar atividades de impacto ambiental e fomentar políticas de desenvolvimento de empresas baseadas na tecnologia de informação, na biotecnologia, em uma matriz energética renovável de pequena escala. Construir aldeias tecnológicas sustentáveis por todo o planeta. Incentivar a agricultura familiar e, definitivamente, controlar a natalidade com políticas sérias que desestimulem o crescimento da população.<br /><br /></div><div><span style="font-size:180%;">Para enfrentar a crise alimentar temos é que controlar a natalidade porque o estoque de terras é finito e o crescimento humano se julga poder ser infinito.</span></div><div><br /><span style="font-size:78%;">Para debater esse post:<br /></span><span style="font-size:78%;"><a href="http://www.ricardoraele.livreforum.com/">http://www.ricardoraele.livreforum.com/</a><br /></span><span style="font-size:78%;">Para conectar-se:<br /></span><a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16935681724873884603"><span style="font-size:78%;">Me adicionar no orkut</span></a><span style="font-size:78%;"> </span></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-34754814061255863642008-04-15T16:49:00.007-03:002008-04-16T19:00:36.472-03:00Alimentos e Biocombustíveis<a href="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/SAZBXJO8j3I/AAAAAAAAANM/mSb63-_oew0/s1600-h/biocombustiveis.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189907486462480242" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/SAZBXJO8j3I/AAAAAAAAANM/mSb63-_oew0/s400/biocombustiveis.jpg" border="0" /></a><br />A política internacional está diante de um grande debate. Isso porque o preço dos alimentos aumentaram nos últimos anos e esse aumento se deu em escala global. As commodities estão em alta e, segundo analistas do BID e da ONU, isso acarretará na expansão da fome nos países mais pobres. Atualmente, o Brasil está se beneficiando desta inflação nos preços agrícolas, mas embora haja certo otimismo por parte do governo brasileiro no que tange a balança comercial e a boa fase econômica pela qual estamos passando, a ocorrência do debate sobre o preço dos alimentos está gerando um problema político e estratégico muito importante.<br /><br />Nações protecionistas estão tentando minar a nossa estratégia de longo prazo para os biocombustíveis alardeando que que faltarão terras para se plantar comida caso o mundo se converta para biomassa. O argumento central de diversos países desenvolvidos como a França e os EUA é que as terras destinadas ao plantio de cana, fundamentais para a próxima revolução energética do mundo, gerarão uma falta de terras disponíveis para o plantio de alimentos, diminuindo a oferta e aumentando ainda mais os seus preços no mercado internacional. Concluem, em seguida, que plantar alimentos é mais importante que plantar cana, por razões humanitárias.<br /><br />Mais uma vez estamos diante de uma falácia que visa minar os interesses do Brasil. Claro, se conquistarmos a hegemonia energética do próximo século poderemos elevar o Brasil a um patamar de desenvolvimento e riqueza jamais imaginados. E isso incomoda. Incomoda principalmente as nações hegemônicas. Para a França, vender reatores nucleares é um grande negócio. Para os EUA perder o controle estratégico sobre as fontes energéticas do mundo também. Então, esses países articularam um discurso e um argumento vestido de caráter humanitário para impedir o Brasil de se tornar o protagonista da matriz energética planetária.<br /><br /><span style="font-size:180%;">Mas o argumento deles é falacioso. É infundado e nós brasileiros devemos explicar ao resto do mundo porquê.</span><br /><br />Primeiro, a elevação dos preços nos alimentos não está ligada ao plantio de cana-de-açúcar. O Brasil planta cana extensivamente desde de 1600 e isso nunca impactou no preço dos alimentos, até porque a quantidade de terras cultiváveis disponíveis no Brasil é tanta que sobra terra. Na década de oitenta abastecemos mais de noventa porcento de nossa frota automotiva com álcool e os alimentos, nessa época, se mantiveram com preços baixos. Ou seja, uma coisa não está ligada a outra necessáriamente.<br /><br />Segundo, a alta nos preços dos alimentos está ligada a outros fatores, que os países hegemônicos escondem do mundo. São eles, a quebra de safra por questões climáticas em diversos países agrícolas e principalmente o subsídio agrícola praticado pelos países desenvolvidos. Ao manter fortes subsídios agrícolas os preços se tornam artificiais, mas o custo de produção desses alimentos nos países do norte continua mais alto que o custo natural que seria estabelecido por uma competição justa no mercado internacional. Isso enfraquece as nações agrícolas e impedem o seu desenvolvimento, fato que naturalmente aumentaria a disponibilidade de alimentos no mundo.<br /><br />Terceiro e principal motivo. A Índia e a China estão aumentando seu pode aquisitivo com taxas de crescimento econômico jamais vistas e neles há uma população gigantesca comendo mais. O mundo superpopuloso, pobre e carente, está podendo comprar mais comida e isso interfere diretamente no preço dos alimentos.<br /><br />O que é mais covarde por parte dos países ricos é colocar a culpa desta alta de preços nos biocombustíveis brasileiros quando, de fato, ela está relacionada às suas próprias posições subsidiáristas, escondendo inclusive outros fatores fundamentais para o entendimento complexo do problema. Se o mundo estivesse sendo movido por biocombustíveis e estivessem faltando terras para agricultura familiar vá lá... Mas brecar a adição de 25% de álcool na gasolina para reduzir o impacto no aquecimento global chega a ser ridículo. Não falta terra no mundo. Falta vontade política de distribuir a renda e é exatamente isso que o protecionismo agrícola dos EUA e Europa impedem. Todo o discurso de liberalismo e livre mercado é uma piada. Uma história da carochinha inventada para abrir nossos mercados quando interessa. Quando não interessa a eles, surgem motivos aos montes para sabotar nossas estratégias de desenvolvimento.<br /><br />Não, não. Deste vez não. O Brasil vai ser o principal fornecedor de biocombustíveis e o principal produtor de alimentos do mundo. Até porque já é. E é bom que os países ocidentais no norte entendam isso, caso contrário nós os excluiremos do novo processo civilizatório que o mundo construirá, dessa vez baseado em uma matriz energética limpa e infinita, além de um quadro de justiça social onde os países pobres e emergentes tenham voz ativa na democracia planetária.<br /><br /><span style="font-size:78%;"></span><br /><span style="font-size:78%;">Para debater esse post:<br /></span><span style="font-size:78%;"><a href="http://www.ricardoraele.livreforum.com/">http://www.ricardoraele.livreforum.com/</a><br /></span><span style="font-size:78%;">Para conectar-se:<br /></span><a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16935681724873884603"><span style="font-size:78%;">Me adicionar no orkut</span></a><span style="font-size:78%;"> </span>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-90989396658953499582008-04-10T21:31:00.008-03:002008-04-15T19:35:42.472-03:00Rodízio de carros e propriedade privada<a href="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R_65Q8BrgbI/AAAAAAAAAM8/79diw0k-jqE/s1600-h/transito.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187787521419608498" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R_65Q8BrgbI/AAAAAAAAAM8/79diw0k-jqE/s400/transito.jpg" border="0" /></a><br /><div>Recebi dois comentários na última semana, ambos tratando de um problema comum, problema esse que nos assola na metrópole. O problema ambiental do transporte. Não é difícil entender a raiz desse problema, de fato é muito simples... Vou escrever algumas linhas sobre ele...</div><div></div><br /><div>Do ponto de vista prático basta lembrar que para cada carro fabricado é preciso asfaltar um quilômetro de pista. Isso para o fluxo se manter contínuo, ou seja, sem trânsito. Ora, um quilômetro de asfalto custa mais caro que o carro. Conclusão: a cada carro vendido poucas pessoas ficam mais ricas, e nós, a sociedade, ficamos mais pobres. </div><div></div><br /><div>Do ponto de vista teórico também não é um bicho de sete cabeças para entendermos a questão... O problema reside no fato de vivermos uma lógica individual e privada, onde faz sentido ter um carro, mas que, quando todos nós achamos que faz sentido ter um carro, ter carro perde o sentido pois não há espaço para todos os carros. É viver uma racionalidade individual dentro de uma irracionalidade coletiva. É sustentável isso? Será que ninguém percebe o óbvio?</div><div></div><br /><div>Rodízio de dois, três dias por semana... Pode por quantos dias quiser. Enquanto fabricarmos carros em série, com robôs os produzindo dia e noite, dia e noite, dia e noite... </div><div>Não haverá sistema de transporte que agüente. Tudo por causa de uma lógica individualista... Por que as pessoas não ajudam umas as outras oferencendo caronas? Com quatro pessoas dentro de cada carro não precisaríamos de rodízio. Seriam 3/4 a menos de carros nas ruas... Sabe por quê? Porque as pessoas têm medo. Vivem com medo. Compram carros de luxo e tem medo de andar nas ruas com eles... Então blindam o carro... Aí tem medo na hora de abrir a porta pra descer na frente do escritório... E assim vão... De medo em medo, sem dividir, sem trocar, sem partilhar... Elas se sentem desconfortáveis até com os vizinhos...<br /><br /><span style="font-size:180%;">Não seria esta uma vida pobre, na qual não se conhece gente nova, não se ajuda quem precisa, não se divide aquilo que se multiplica ao se dividir? Compaixão. Responsabilidade. Respeito. Amizade... </span></div><span style="font-size:180%;"><div><br /></div></span><div></div><div></div><div></div><div>Talvez um dia estas pessoas que vivem "sentadas, donas das suas salas", descubram que<br /><br /><span style="font-size:180%;">o mundo é muito maior e muito mais bonito que tudo que um só homem é capaz de conquistar.<br /></span><br /><span style="font-size:78%;">Para debater esse post:<br /></span><span style="font-size:78%;"><a href="http://www.ricardoraele.livreforum.com/">http://www.ricardoraele.livreforum.com/</a><br /></span><span style="font-size:78%;">Para conectar-se:<br /></span><a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16935681724873884603"><span style="font-size:78%;">Me adicionar no orkut</span></a><span style="font-size:78%;"> </span></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-55642267277756747882008-03-14T10:44:00.003-03:002008-04-10T22:35:20.331-03:00Relações humanasDe vez em quando, voltando do trabalho eu vejo as avenidas que beiram os rios. Elas estão lotadas de carros. O ar, claro, está cheio de fumaça e o rio de sujeira. E me pergunto, para que fazemos tudo isso, para que tanto trabalho, se, juntos, não construimos uma vida plena? Como é possível viver em uma cidade tão podre e se contentar com a própria casa e com o próprio carro, como se fossem esses os grandes troféus de uma carreira profissional. Não pode ser tão pequeno assim. Trocar a vida, o precioso tempo de uma existência para se ter uma casa bonita e dois carros na garagem enquanto se destrói o tempo e a natureza. O carro e casa deveriam estar em função da natureza e não a natureza em função deles. Está tudo errado. As pessoas não enxergam isso por que reconhecer isso demanda coragem. Coragem para negar uma forma de viver, de sentir e se relacionar com os outros. As pessoas tem medo. Nesse mundo as pessoas vivem com medo. Medo de adoecer, medo de serem traídas, medo de amar. Para que exista uma civilização sustentável é preciso primeiramente que as relações humanas sejam sustentáveis. Livres de hipocrisia, de falsidade, de alienação e covardia. Uma vida plena, ambientalmente sustentável, é resultado do reconhecimento das relações ecológicas entre os seres humanos em todos os sentidos. Só existe uma maneira de tornar as relações humanas sustentáveis. Com amor.<br /><br /><span style="font-size:180%;">Um dia eu declarei meu amor ao mundo e não fui correspondido. Continuo amando assim mesmo. A natureza é a coisa mais bela que existe. Viva-a com toda sua coragem.</span>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-6049454694667249602008-02-25T22:39:00.001-03:002008-02-25T22:46:47.054-03:00Governo publicará lista de desmatadores<a href="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R8Nu3iTVC5I/AAAAAAAAAMs/NFnsGDOItks/s1600-h/desmatadores.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171098697531198354" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R8Nu3iTVC5I/AAAAAAAAAMs/NFnsGDOItks/s400/desmatadores.jpg" border="0" /></a><br /><div>Demorou mas aconteceu. Alguém no poder resolveu começar a botar a boca no trombone. A ministra Marina Silva disse que o Ministério do Meio-Ambiente divulgará a lista dos 150 maiores desmatadores do Brasil. Até que enfim vamos ver uma parte dos responsáveis pelo desmatamento brasileiro, porque, até então, víamos imagens de satélite com áreas desmatadas mas não víamos as fotos dos RGs de quem desmata. É preciso dar nome aos bois. Quem são os responsáveis pela destruição de nossas florestas? Quem enriquece com isso? Quais as empresas estatais e privadas mais desmatam no Brasil? Mineradoras? Agroindústrias? Latifúndios? MADEREIRAS? É preciso apontar quem são os responsáveis e quanto eles já desmataram. Se o desmatamento foi ilegal, que se quebre o sigilo bancário dessa gente e se descubra quanto dinheiro foi roubado do país. Concomitantemente a isso a sociedade organizada deve começar um debate público sobre as leis e regulamentações do desmatamento no Brasil.<br /><br />A nossa ministra do meio ambiente é uma pessoa honesta, bem intencionada e inteligente, mas está sendo tímida quando comparada aos falcões que destróem o ambiente em projetos bilhonários. É preciso mais energia, mais integração entre o Ministério do Meio Ambiente com o Ministério da Defesa, com o exército, com o departamento de inteligência. Há um ranso, uma dificuldade de coordenação, entre o nosso governo de esquerda e o exército brasileiro que precisa ser superada. É preciso saber usar o exército para o bem da nação. Por que as forças armadas não podem ser reequipadas para garantir a integridade da floresta Amazônica? Cadê o SIVAM com tecnologia nacional? Contar com o IBAMA... O IBAMA é importante mas é uma gota no oceano. Estamos cansados de ver na televisão dois funcionários do IBAMA reclamando que têm que tomar conta de uma área do tamanho da Espanha com uma Kombi. Não funciona. Tomar conta da Amazônia é coisa que se faz com aviões de reconhecimento, satélites, helicópteros...<br /><br /><span style="font-size:180%;">A ministra deveria coordenar uma pasta de projetos especiais junto com o Ministério da Defesa para garantir a integridade ambiental do país</span>.<br /><br />E esses projetos deveriam ser feitos por cientistas e estrategistas, sob a coordenação dos ministérios, para que nos próximos sete anos se construisse no Brasil um sistema de defesa e consevação ambiental "modelo" para o mundo. Com isso garantiríamos a posse e soberania da amazônia e exportaríamos essa tecnologia para todos os países que precisam de sistemas parecidos. A Ásia e a África seriam grandes mercados para implantação desses modelos, por exemplo.<br /><br />Enfim, o governo brasileiro precisa pensar multidisciplinarmente, com iniciativas que envolvam diversas pastas. Encontrar sinergia entre os diversos setores do nossa imensa máquina pública é uma importante tarefa para nossos governantes. Tudo isso com a finalidade de garantir que nossos interesses, e aí leia-se nossos como "povo brasileiro", sejam atendidos. Além da articulação interna dos setores governamentais em assuntos importantes como esse, não podemos esquecer a relevância da interlocução entre os setores público e privado, que carrega consigo a sustentabilidade econômica dessas iniciativas. O Brasil precisa enxergar-se como nação. Longe de nacionalismos infantis, devemos ter consciência dos nossos interesses e principalmente dos interesses que outras nações têm a respeito do Brasil. Tudo isso para proteger nassa maior riqueza, o ambiente em que vivemos. </div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-73946065136898438012008-02-20T17:13:00.005-03:002008-02-21T21:05:09.488-03:00Presente e futuro<a href="http://bp3.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R74RpiTVC4I/AAAAAAAAAMk/_4R2CX1yljo/s1600-h/futuropresente.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169588827548093314" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R74RpiTVC4I/AAAAAAAAAMk/_4R2CX1yljo/s400/futuropresente.jpg" border="0" /></a><br /><div><div><span style="font-size:180%;">O futuro trás muitas perguntas, o presente é a única resposta.</span></div></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-23786527164634968432008-02-16T00:10:00.005-02:002008-02-21T11:45:24.439-03:00Aquecimento solar de água<a href="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R7ZLACTVC2I/AAAAAAAAAMU/J2nTzWCvFwI/s1600-h/leiaquecimentosolar.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167400086444247906" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R7ZLACTVC2I/AAAAAAAAAMU/J2nTzWCvFwI/s400/leiaquecimentosolar.jpg" border="0" /></a><br />A cidade de São Paulo está prestes a colocar uma lei em vigor. <a href="http://www3.prefeitura.sp.gov.br/cadlem/secretarias/negocios_juridicos/cadlem/integra.asp?alt=04072007L%20144590000">A lei 14.459/07</a>. Segundo ela, todas as edificações com mais de quatro cômodos são obrigadas a prever, em seu projeto e construção, um sistema de aquecimento solar para água. Isso porque estima-se que no Brasil, durante o horário de pico, cerca de 60% do consumo da energia elétrica é advinda dos chuveiros elétricos. Embora alguns especialistas discordem sobre a medida, com críticas técnicas e políticas, para mim é claro que ela é mais do que acertada. Se existem questões técnicas a serem resolvidas, que sejam resolvidas. No caso das questões políticas, que se promova um debate público e se chegue a um acordo. O que não podemos deixar de lado é a oportunidade de iniciar a mudança da nossa matriz energética rumo à energia solar. Embora a energia elétrica brasileira seja predominantemente oriunda de hidroelétricas e não dos combustíveis fósseis, o país está crescendo economicamente, e é preciso, aumentar a geração, ou captação nesse caso, de energias renováveis. Isso vai aliviar o sistema hidroelétrico, liberando-o do uso residencial para o uso industrial, que tanto precisaremos. Outra coisa importante é pulverizar as fontes de energia. Os sistemas pequenos e distribuidos causam menor impacto ambiental do que os grandes sistemas de geração e distribuição de energia. A lei veio e veio tarde. Já deveria ter sido implantada há muito tempo. Espero ansiosamente por mais uma dúzia delas, incentivando o uso das energias renováveis em micro escala. Elas são a resposta do futuro para a sustentabilidade da raça humana no planeta.Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-10759423802419223582008-02-10T21:45:00.000-02:002008-02-11T20:12:14.039-02:00Siderúrgicas e o Pantanal<a href="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6-TwiTVC1I/AAAAAAAAAMM/-OgF89CX-iA/s1600-h/eike.batista.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165509759668128594" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6-TwiTVC1I/AAAAAAAAAMM/-OgF89CX-iA/s400/eike.batista.jpg" border="0" /></a> <div>A MMX/EBX, do empresário Eike Batista teve problemas com o meio ambiente no ano passado. Ela foi multada em mais de um milhão de reais por danos ambientais (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u370933.shtml">Jornal Folha de São Paulo</a>). Também saiu na imprensa o fato de Eike Batista ter feito uma jogada empresarial no setor de mineração que lhe rendeu bilhões de reais. Agora, o seu grupo empresarial anuncia o empreendimento de uma siderúrgica no Pantanal. Pior, a siderúrgica será abastecida com carvão vegetal. Que garantias nós, a sociedade, temos de que a siderurgica não será abastecida com floresta nativa? Mais ainda... Que garantia a sociedade tem que não se derrubará floresta nativa para se plantar eucaliptos? A imprensa divulgou que o nobre empresário negociou a venda de seu negócio para corporações estrangeiras, rendendo-lhe mais alguns bilhões. Mas como foi feita essa negociação? Até que ponto não estamos vendendo a riqueza ambiental do Brasil? E que benefício a sociedade poderá ter da perda da biodiversidade para se produzir minério e aço? Minério e aço são coisas do passado. Todo mundo sabe que são atividades de grande impacto ambiental e pouco capital intelectual integrado. Ou seja, gera riqueza para meia dúzia e ignorantes bolsões de pobreza. Históricamente, o Brasil têm vários exemplos de empresários que venderam nossa integridade e riquezas naturais para benefício próprio. Seria esse mais um caso?</div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-77342493672266549382008-02-09T17:49:00.000-02:002008-02-09T17:50:59.254-02:00O que é a vida?<a href="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R64D_STVC0I/AAAAAAAAAMA/Sss90aU1lpY/s1600-h/vida.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165070208420088642" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R64D_STVC0I/AAAAAAAAAMA/Sss90aU1lpY/s400/vida.jpg" border="0" /></a><br /><div><span style="font-size:180%;">A vida é um impulso organizador que venta sobre a matéria.</span></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-2729071524510568402008-02-09T00:00:00.000-02:002008-02-09T19:53:45.712-02:00Mar de Sangue<a href="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R60Mox7M7zI/AAAAAAAAALs/Rx18Xh1Bk2g/s1600-h/baleias.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164798242399776562" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R60Mox7M7zI/AAAAAAAAALs/Rx18Xh1Bk2g/s400/baleias.jpg" border="0" /></a><br /><div>Hoje, saiu na grande imprensa que o Japão e a Austrália vivem uma crise diplomática. Tudo por causa da caça japonesa às baleias. A Austrália, que quer dominar politicamente os mares do sul é ardilosamente contra, já que a caça acontece em seus "pretensos mares". O Japão mata baleias aos milhares (a cota do ano passado foi perto de 1000 baleias mortas) mas alega que a caça é científica. Mentira. Faltaria tubo de ensaio para tanta carne. Todos sabem que eles caçam para comer. A pergunta que fica é: É lícito matar baleias para comer? Essa não é uma pergunta fácil de responder.<br /><br /><span style="font-size:180%;">Afinal, por que os ocidentais podem matar bovinos aos milhões e os orientais não podem matar baleias? Eu não sei a resposta dessa pergunta, mas sei de algo que é comum aos dois lados. Matar animais é algo violento</span>.<br /><br />É sangüinário. Arpões em baleias, facas em porcos, pauladas em focas e choques em bois. Eis o homem desnudo. Crú. Será que precisamos disso? Pior. Essa matança não é doméstica, é industrial. Mata-se em série. A matança industrial é algo frio, assustador. Não sou vegetariano, mas ao ver as imagens dos japoneses fazendo um mar de sangue, literalmente, começo a pensar que o mundo poderia ser melhor sem essa matança. </div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-71308435173114557672008-02-06T14:33:00.000-02:002008-02-06T15:30:19.172-02:00Campanha Web VerdeO planeta pede sua ajuda. E não custa nada.<br /><div><div>Adote as práticas abaixo no seu dia a dia e incentive os outros a fazerem também:</div><div></div><br /><div>1. Leve sacolas não descartáveis para fazer supermercado</div><div>2. Vá a pelo menos um lugar de bicicleta por semana</div><div>3. Deixe uma caneca no escritório e não use copos descartáveis</div><div>4. Use fraldas de pano nas crianças - São mais saudáveis para pele e não geram lixo</div><div>5. Dê preferência para os carros a álcool</div><div>6. Use apenas pilhas recarregáveis</div><div>7. Não desperdice água</div><div>8. Faça um trabalho voluntário aos finais de semana</div><div>9. Clique na CARTA do rodapé e envie esse post para os seus amigos.</div><div></div><div><br />Apoie a campanha, coloque esse selo no seu blog:<br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163909141219831586" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6nkAR7M7yI/AAAAAAAAALk/nbEZlgRRocw/s400/campanha_r2_c2.jpg" border="0" /><br /><br />Para isso, basta copiar e colar o código abaixo na sua página:<a href="http://www.blogger.com/blogfaq.php" target="_self"></a><br /><br /><textarea class="input" name="html_copiar" rows="4" cols="40">&lt;a href="http://ricardoraele.blogspot.com/2008/02/campanha-web-verde.html">&lt;img src="http://www.rraele.org/campanha.jpg" width="80" height="15" border="0" alt="Campanha web verde - Faça sua parte!">&lt;/a></textarea> </div></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-89453668978953916482008-02-05T16:30:00.000-02:002008-02-05T16:37:02.930-02:00Tempo<a href="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6isiB7M7xI/AAAAAAAAALc/ie-n14BcazM/s1600-h/tempo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163566673412550418" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6isiB7M7xI/AAAAAAAAALc/ie-n14BcazM/s400/tempo.jpg" border="0" /></a><br /><div><span style="font-size:180%;">Existe dois tipos de pessoa. Aquelas com quem o tempo brinca, e as que brincam com o tempo.</span></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-4570030571358641472008-02-05T16:05:00.000-02:002008-02-05T16:29:14.577-02:00Adaptação darwinista<a href="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6iqJh7M7wI/AAAAAAAAALU/j-4023IGQic/s1600-h/darwin.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163564053482499842" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6iqJh7M7wI/AAAAAAAAALU/j-4023IGQic/s400/darwin.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div>Darwin estava certo ao dizer que aquele que se adapta à natureza tende a sobreviver. O problema surge quando o homem confunde adaptação com dominação. A natureza não deve ser dominada porque a existência é livre em sua essência. Adaptar-se pressupõem respeito àquilo ao qual nos adaptamos. É um acoplamento mútuo. Quanto menos esforço o homem fizer para se adptar mais livre ele será. A dominação da natureza exige um esforço imenso, por isso é pouco inteligente. O esforço daptativo do homem, trás consigo uma idéia irreal de conforto, porque há um anseio pelo conforto que pressupõe um domínio destrutivo sobre a natureza. As pessoas que vivem esse conforto consumista, destróem o ambiente em que todos os seres vivos vivem. De fato, elas usam a inteligência humana para gerar um conforto insustentável, ao passo que se recusam, inconscientemente, a cumprirem seu papel na teia da vida.</div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-37991518293223213282008-02-03T21:19:00.000-02:002008-02-05T16:05:45.951-02:00A beleza da sabedoria<a href="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6ZMuB7M7vI/AAAAAAAAALM/8e5MuEf0mzg/s1600-h/post10.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162898376501292786" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6ZMuB7M7vI/AAAAAAAAALM/8e5MuEf0mzg/s400/post10.jpg" border="0" /></a><br /><br /><span style="font-size:180%;">A sabedoria é sempre bela, mas a beleza nem sempre é sábia.</span>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-53718585615308301612008-02-03T20:58:00.000-02:002008-02-03T23:31:05.559-02:00Leis e ambiente<a href="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6ZK_R7M7uI/AAAAAAAAALE/2eTVcDLFL4E/s1600-h/post9.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162896473830780642" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R6ZK_R7M7uI/AAAAAAAAALE/2eTVcDLFL4E/s400/post9.jpg" border="0" /></a><br /><div><div><div><div>É de se espantar a falta de iniciativa política das autoridades frente ao problema ambiental. Todos mundo fala, mas ninguém faz. Para mudar comportamentos anti-ecológicos, que vão dos saquinhos plásticos nos supermercados às embalagens não recicláveis não basta discurso. Acredito ser preciso mudar o código legislativo da cidade, do estado e do país. É preciso proibir a fabricação e o consumo de certos insumos.<br /><br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-size:78%;"><span style="font-size:130%;">Além disso, é preciso uma política fiscal que incentive produtos "limpos" e cobre impostos adicionais para os produtos não amigáveis com o meio ambiente.</span><br /></span><br /></span>Também é preciso responsabilizar as empresas pelo dano ambiental que seus produtos causam. Por que não temos leis proibindo a produção de certos produtos se eles pioram a qualidade de vida da população? A sociedade precisa se mobilizar e exigir um código legal que proteja o meio ambiente e incentive as benfeitorias que nele são necessárias.</div></div></div></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-25763748999257947422008-01-26T21:26:00.000-02:002008-01-27T20:11:37.885-02:00Uma descoberta<img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159931421683150482" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R5vCSh7M7pI/AAAAAAAAAKY/9M31kXKUxhY/s400/post8.jpg" border="0" /><span style="font-size:180%;"><br /><div>Viver com certezas imutáveis é tão difícil quanto viver sem certeza nenhuma.</span></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-91833635760419007412008-01-26T21:06:00.000-02:002008-01-26T21:24:56.767-02:00Um caso de sucesso<a href="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R5vA5B7M7oI/AAAAAAAAAKQ/cg10zvz2kK0/s1600-h/post7.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159929884084858498" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R5vA5B7M7oI/AAAAAAAAAKQ/cg10zvz2kK0/s400/post7.jpg" border="0" /></a><br /><div><br />Confesso que estive muito crítico nos últimos posts. Acho que é hora de ver o lado bom das coisas, afinal, toda unanimidade é burra. Estive lendo algumas revistas de indicadores ambientais. Tem muita coisa superficial mas também tem coisas interessantes. Quer saber uma ação ambiental muito positiva. Conto-lhes. A fabricação do plástico ambiental pela <span style="font-size:180%;">Brasken</span>. Sim, brasileiros. A primeira empresa a fabricar plástico do etanol, ao invés do petróleo, é brasileira. Ponto pra nós. A Brasken investiu 30, eu disse <span style="font-size:180%;">30 </span><span style="font-size:100%;">anos de pesquisa para fabricar um plástico oriundo de matéria prima renovável. Isso é uma ação ambiental de verdade, não é ação de marketing em propaganda da novela das oito. Com o plástico orgânico abrimos espaço para uma infinidade de derivados, cria-se um mercado novo, possibilitando a outros elos da cadeia produtiva serem sustentáveis. O petróleo vai acabar. Com ele os plásticos antigos. Que venha o novo. O plástico de etanol. Que venha o plástico biodegradável, assumindo a forma do futuro.</span></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-77269426730858488132008-01-22T22:44:00.000-02:002008-01-26T17:33:37.514-02:00Estratégias adaptativas nas empresas<a href="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R5aYMQMxg2I/AAAAAAAAAKI/MfipJE5YyyU/s1600-h/post6.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158477759473877858" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R5aYMQMxg2I/AAAAAAAAAKI/MfipJE5YyyU/s400/post6.jpg" border="0" /></a> <div></div><div>Na enquete feita neste blog há alguns dias atrás dois temas foram escolhidos para que, sobre eles, se escrevesse. Planejamento estratégico e casos de sucesso em desenvolvimento sustentável. Escreverei hoje sobre planejamento estratégico. Eu poderia fazer um apanhado histórico sobre o planejamento estratégico, lebrar dos grandes estrategistas militares ou ainda comparar os estrategistas ocidentais com os orientais. Deixarei essas tarefas para artigos científicos futuros. Neste post vou contar algo muito mais interessante. </div><div></div><br /><div><span style="font-size:180%;">Eu descobri a possibilidade de se fazer planejamento estratégico a partir do estudo da ecologia. Como? Simples, estudando estratégias adaptativas dos animais e plantas.</span></div><div></div><br /><div>As estratégias adaptativas dos seres vivos são uma fonte interminável de conhecimento. Dado um habitat o organismo compete e coopera para encontrar seu nicho na luta pela existência. Compete com seus semelhantes e coopera com seus semehantes e diferentes. Vou dar um exemplo. Uma colméia de abelhas. As abelham competem entre si pelo néctar, mas colaboram entre si para fazer uma colméia. Ademais, colaboram com a polinização, e seu mel serve de alimento para outros animais, como o urso. É uma interação complexa. As empresas, da mesma forma, estão em ambientes cercados de outras empresas, de matérias primas, de recursos escassos. Elas competem e cooperam entre si simultâneamente. Muitas vezes o competidor é o cooperador ao mesmo tempo. Por exemplo: Uma empresa compra aço no mercado e seu cliente, além de comprar o seu produto, também compra aço. Ora, elas competem por aço e colaboram com produtos. Ao se analisar o ambiente de uma empresa, é preciso verificar todas as variáveis e entender o processo dinâmico de adaptação dessa empresa em relação ao mercado, exatamente como os ecologistas enxergam um organismo vivo se adaptando ao meio ambiente. </div><br /><div>Para cada empresa cabe uma análise interna - eu diria fisiológica - e uma análise externa - ambiental. Depois dessas suas análises o estrategista deve colocar os pontos fortes em interação com o meio ambiente. Também é interessante neutralizar os pontos fracos - através de simbioses com outras empresas, para que o organismo social possa se adaptar e se especializar no seu habitat. Esse processo pode e deve ser feito com olhos na natureza, pois as respostas adaptativas já existem aos milhares, testadas e aperfeiçoadas por milhões de anos.</div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-51299282628944532022008-01-20T23:27:00.000-02:002008-01-20T23:45:58.994-02:00Uma pequena crítica<a href="http://bp3.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R5P4LQMxg1I/AAAAAAAAAKA/AFEmpj4jOCA/s1600-h/post5.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157738870480143186" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R5P4LQMxg1I/AAAAAAAAAKA/AFEmpj4jOCA/s400/post5.jpg" border="0" /></a><br /><div></div><div>Hoje li uma bobagem numa revista ambiental. Ela dizia que lucro e aumento na produção eram compatíveis com preservação ambiental... E continuava argumentando, dizendo que uma empresa que diminue a porcentagem de resíduos produtivos colabora com o meio ambiente gerando lucro... Ora, é um argumento que pode enganar olhos desatentos... Realmente, diminuir o índice de sucata aumenta o lucro da empresa, mas daí dizer que o aumento de produção gera menor impacto ambiental... Por favor, respeitem minha inteligência. É óbvio que o aumento de produção aumenta o impacto ambiental. E pior, a necessidade de aumento de produção é algo muito mais importante que a diminução da sucata. É caros leitores. A verdade é dura. O regime captalista é deprimente. Chega ao ponto de justificar o injustificável. Aumento de produção com menor impacto ambiental... Será que o mundo não percebe que a matéria prima que acaba nos rios e nos aterros sanitários depois do consumo é a mesma que chega lá em forma de sucata??? E que a diferença entre as duas formas de poluição (produto acabado e sucata) é só uma questão de tempo?! E a revista continuava com bobagens absurdas não só nas matérias como nas propagandas... Chegava ao cúmulo de colocar um engenheiro da GM atestando que os carros da GM não poluem, que possuem filtros, que são um bem para a humanidade. Hipócritas! E o carbono emitido na atmosfera? E o fato de que para cada carro produzido gera-se oito toneladas de sucata em toda cadeia produtiva? E o fato de que para cada carro produzido é preciso fazer um quilômetro de asfalto? Isso, leitores, os hipócritas escondem de nós... É mais difícil encarar a verdade do que se iludir com belas imagens em propagandas... E você, de que lado você está?</div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-50062486473094682008-01-17T22:04:00.000-02:002008-01-17T22:23:37.221-02:00Conhecer-se<a href="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R4_wewMxg0I/AAAAAAAAAJ4/y1Qt91LOhVA/s1600-h/post4.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156604509487727426" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R4_wewMxg0I/AAAAAAAAAJ4/y1Qt91LOhVA/s400/post4.jpg" border="0" /></a><br /><div><div><div><span style="font-size:180%;">Conhecer mil coisas no mundo equivale a conhecer uma coisa sobre si próprio.</span></div></div></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-36010681528304892062008-01-15T21:42:00.000-02:002008-01-16T23:56:19.513-02:00Nasce um blog ambiental<a href="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R41UKAMxgxI/AAAAAAAAAJI/F3IcAUvCsHc/s1600-h/post3.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155869679238087442" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R41UKAMxgxI/AAAAAAAAAJI/F3IcAUvCsHc/s400/post3.jpg" border="0" /></a><br /><div><div></div><div></div><div>Vivemos o fim de uma era. O processo civilizatório do qual somos protagonistas está chegando ao seu encerramento, e, esse ciclo, já dá sinais que novas formas de se viver virão. A sociedade da produção em massa, da poluição, do lixo, dos gazes-estufa será deixada para trás. Uma nova civilização, de comunidades sustentáveis ligadas em rede já dá seus sinais. A grande questão que precisamos responder rapidamente é como fazer essa transição. Como reorganizaremos a sociedade em comunidades sustentáveis se as pessoas dizem querer ser "ecológicamente corretas" mas não querem mudar em nada os seus hábitos? Se elas continuam a fazer de suas vidas uma rotina que produz e é produzida em série, sem respeitar os limites de cada ser humano e do ambiente que elas estão inseridas...<br /><br /><span style="font-size:180%;">A vida e a produção em série, de um ponto de vista ambiental, são incompatíveis.</span><br /><br />Como ajudar as empresas que vendendo produtos químicos e fazendo comerciais com crianças saudáveis brincando na natureza, destróem o meio ambiente? É preciso desmitificar as mercadorias, os hábitos, as crenças. Mostrar ao mundo a incoerência dos fatos. E claro, apontar caminhos, senão corretos, no mínimo melhores de se trilhar. Dentro do possível, esse blog dá uma pequena contribuição fazendo parte dessa clarificação. Ele, através da ciência e do conhecimento procura revelar aquilo que o senso comum deixa escapar, tanto da insustentabilidade da vida vivida hoje, quanto da sustentabilidade da vida que virá amanhã. Ele existe para colocar a ciência a serviço de empresas e governos que realmente desejam conseguir atravessar as mudanças rápidas e implacáveis que viveremos no futuro próximo. Não haverá espaço para hipocrisia das empresas que anunciam projetos ambientais de alguns poucos milhões de reais enquanto faturam centenas de milhões produzindo mercadorias não recicláveis. É necessária uma mudança estrutural. Inclusive da noção do que é valor agregado e do que é lucro. Uma empresa petroquímica investe em cinema, em preservação ambiental, em escolas, mas emite quanto de gás estufa na atmosfera? Quem vai pagar a conta dos milhões de desabrigados que o derretimento das geleiras irá causar?<br /><br />Energia limpa. Pequenas comunidades sustentáveis. Produção personalizada. Integração da vida aos ciclos naturais. Respeito às limitações de cada um. Igualdade de oportunidades. São coisas que sabemos estar corretas mas que não acontecem. Não acontecem mas são tecnicamente viáveis e possíveis. Falta a sabedoria de usar aquilo que se sabe. No mundo de hoje as pessoas se medem pelo que têm. É através do consumo que elas preenchem o vazio de suas vidas criando uma noção de conforto material que esconde uma pobreza de espírito. Nada contra o dinheiro. Ele é necessário. Mas no mundo que virá<br /><br /><span style="font-size:180%;">o consumo desenfreado será condenado moralmente (por ser ambientalmente insustentável e piorar a vida da maioria) e as pessoas serão medidas pelo que são. Isso trará para humanidade um novo grau de justiça social.</span><br /><br />As empresas que quiserem sobreviver a essa revolução que acontecerá em pouco tempo, precisarão saber usar a ciência para se transformarem. Rever sua estrutura organizacional, sua missão, seus objetivos. Esse blog tentará mostrar como essa transformação é possível. Que venha o futuro!</div></div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14669663.post-9303570323212035922008-01-14T21:49:00.000-02:002008-01-15T23:04:21.807-02:00O futuro está nos trópicos<a href="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R4v-3gMxguI/AAAAAAAAAIc/E0nJr40QIwE/s1600-h/post2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155494427945435874" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_rhooxlgvP8k/R4v-3gMxguI/AAAAAAAAAIc/E0nJr40QIwE/s400/post2.jpg" border="0" /></a> <div>Tenho pensado um bocado esses dias... Qual o papel da ecologia humana na minha vida? Qual é a minha idéia de ecologia humana e para que ela servirá? Perguntas que espero responder ao longo dos próximos anos. Os cientistas têm perguntas que levam anos para ser respondidas. Quiçá os filósofos... Esses passam a vida respondendo perguntas sem respostas. Admiro muito. Bom, mas pra mim, ainda fico com as que podem ser respondidas... Uma das certezas que tive sobre a ecologia humana é que ela deve estudar a relação da raça humana com os seres vivos e com o meio ambiente. Até aí nada de novo. </div><div></div><div><span style="font-size:180%;"><br />Entretanto, quando começamos a perguntar como integrar os seres humanos aos outros seres vivos e ao ambiente inorgânico surge um conceito chave nessa equação. COMUNIDADE.<br /></span><br /></div></span><div>É através da construção de comunidades sustentáveis que os seres humanos poderão tornar suas vidas ecologicamente corretas.Criar uma comunidade não é apenas juntar um monte de gente e fazer uma fogueira no centro. Montar uma comunidade envolve problemas de gerção de energia renovável (porque a vida não pára), garantir alimento para seus integrantes, produzido na terra, hidropônicamente ou ainda coletado na natureza e finalmente preencher as necessidades mentais do ser humano com produção de cultura. Isso envolve a ciência e a arte. Com essas coisas torna-se possível viver. E a ecologia humana precisa encontrar respostas pontuais para adptar as comunidades e torná-las sustentáveis.</div><div></div><br /><div>Uma comunidade no deserto deve ser estruturada (com cálculos, estimativas de população e suas necessidades) de forma diferente de uma comunidade no interior do Brasil, ou ainda de uma comunidade urbana em Chicago. O ecólogo humano precisa trabalhar para encontrar soluções viáveis dentro de cada comunidade que ele estuda. A abordagem precisa ser multidisciplinar. Todas as ciências tem espaço para contribuir com idéias na construção de um mundo organizado em comunidades sustentáveis. A sustentabilidade está na integração com a natureza - a mais avançada tecnologia - e não na produção de uma vida artificial, como os países do norte há séculos vêem idealizando. Os ecólogos humanos tem a responsabilidade de planejar a construção de comunidades e interligar as diversas áreas do saber para o bem comum.</div>Ricardo Raelehttp://www.blogger.com/profile/15386445122850404330noreply@blogger.com