Muito se fala sobre a riqueza da natureza. Sobre seu valor monetário. Ecológico. Uma árvore pode ser vendida e transformada em dinheiro, pode ainda ser mantida em pé, no intuito de cumprir seu papel na teia da vida, nitrogenando o solo, dando abrigo aos pássaros e frutos aos homens... Hoje em dia, diversas correntes de cientistas e economistas debatem sobre a proximidade entre a ecologia humana e a economia, dado que estão umbilicalmente conectadas. A economia é o estudo dos recursos escassos, das trocas materiais e energéticas entre os homens. A ecologia também, embora enfoque um ponto de vista mais abrangente e inclui todos os organismos vivos na "economia" de energia e materiais orgânicos e inorgânicos do planeta Terra.
Concorco completamente com a visão de que economia e ecologia humana estão muito, muito próximas. Creio que não há solução para o problema econômico do ser humano sem considerar-se a ecologia. Na natureza todos os organismos vivos, absolutamente todos, fazem parte de um ciclo material movimentado pela energia solar, basicamente. Na natureza não há exclusão. Todos participam. Na ecologia natural não há idéia de lixo. Os organismos e dejetos são reciclados, dando oportunidade para a vida dos organismos que virão.
No caso do ser humano não. É é aí que reside a prova documental da falência do sistema industrialista que vivemos hoje. O sistema pressupõe a existência de lixo, e o lixo é nada mais que matéria e energia expurgada da roda da vida, ou seja, é um indicador de morte ambiental. Quando reciclamos o lixo, na verdade estamos regenerando a oportunidade para outros seres vivos existirem.
Por que nossa civilização produz lixo? Quais são nossos erros sociais que resultam na existência do lixo? O que na nossa concepção de Deus está errada? O que na nossa concepção de universo está errada? De ser? De felicidade?
Mas não se trata apenas de reciclar o lixo. Trata-se de não produzí-lo. O custo ao reciclar o lixo é um erro ambiental estrutural. Não pode-se tratar a reciclagem como custo, ela deve ser algo natural do sistema, uma nova fase no ciclo produtivo... Por isso, todos os produtos deveriam ser projetados considerando-se a sua participação na roda material do planeta. Para cada produto a ser inventado as empresas deveriam solucionar os impactos ambientais que aquele produto gerará. E isso demanda políticas que forcem a sociedade neste sentido. Provocar essa mudança com leis e políticas públicas. Por exemplo. Por que não proibir as fraldas descartáveis? Sabe-se que são um problema ambiental gravíssimo. Demoram milhares de anos para se decomporem, sujam as cidades, emporcalham os aterros sanitários. Mas, os aterros ficam longe da casa dos ricos que podem pagar R$150,00 reais por um pacote de fraldas e a lógica meus caros, é a seguinte:
Limpar a merda do meu próprio filho? Não... Prefiro jogar a merda pra sempre do lado da casa dos pobres.
Se seu filho de um ano soubesse o quanto ele está sendo ruim para ele mesmo, pode ter certeza que pediria para você limpar as fraldas de pano dele.
Outro exemplo. Sacos de plástico nos supermercados. Quando eu era criança todos os supermercados usavam sacos de papel reciclado. Éramos felizes e não sabíamos. Agora são todos de polietileno de alta densidade. Plástico. Se não são biodegradáveis, por que não voltar aos sacos de papel? Porque o supermercado ganha mais dinheiro com eles... Porra, cadê o poder público dessa espelunca chamada Terra? Proíbe-se essa porcaria de plástico e pronto. Usemos sacolas de verdade trazidas de casa ou paguemos por sacolas de papel. Sei lá, não precisa ser gênio para resolver o problema.
Quer mais um... Garrafas PET. De refrigerante. Quando eu era criança eram de vidro e todo mundo vivia bem. Então as indústrias descobriram que ganhariam mais dinheiro fazendo elas de plástico descartável e mudaram tudo. Resultado, o diretor dessa indústria hoje tem dinheiro pra viajar de jato particular e o pobre que se foda na beira do rio todo sujo de garrafas usadas. Vereadores, proíbam essa porra!!! Afinal, seu papel é o bem público ou você está com medo de quem financiou sua campanha?
Por que, com que direito, uma empresa produz uma embalagem que polui o meu, o nosso ambiente? Se eu não compactuo com os benefícios daquele produto e não julgo a sua existência suficientemente importante para interferir no ambiente em que vivo, este produto não têm o direito de existir.
Mas quando a reciclagem do lixo é integrada ao sistema capitalista (e consequentemente a natureza) o lixo perde seu significado de "lixo" e passa a ser considerado matéria prima de outro processo ambiental.
Se a natureza não produz lixo e ciclagem (o termo biológico é esse) é sinônimo de avanço, fica claro que a tecnologia, o sistema, que está operando nela é infinitamente superior ao "sistema social" dos seres humanos... Há um conhecimento abstrato na natureza que é infinitamente superior ao conhecimento humano. É nos modelos naturais que encontraremos as soluções e o equilíbrio necessário para nossas ações.
Para debater esse post:
http://www.ricardoraele.livreforum.com/
Para conectar-se:
Me adicionar no orkut
Quarta-feira, Junho 18, 2008
Uma espelunca chamada Terra
Postado por
Ricardo Raele
às
6:06 PM
1 comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, consumo, ecologia humana, empresas, energia, poluição, política, sustentabilidade
Quinta-feira, Abril 10, 2008
Rodízio de carros e propriedade privada
Não seria esta uma vida pobre, na qual não se conhece gente nova, não se ajuda quem precisa, não se divide aquilo que se multiplica ao se dividir? Compaixão. Responsabilidade. Respeito. Amizade...
o mundo é muito maior e muito mais bonito que tudo que um só homem é capaz de conquistar.
Para debater esse post:
http://www.ricardoraele.livreforum.com/
Para conectar-se:
Me adicionar no orkut
Postado por
Ricardo Raele
às
9:31 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, consumo, crônica, sustentabilidade
Sábado, Fevereiro 16, 2008
Aquecimento solar de água

A cidade de São Paulo está prestes a colocar uma lei em vigor. A lei 14.459/07. Segundo ela, todas as edificações com mais de quatro cômodos são obrigadas a prever, em seu projeto e construção, um sistema de aquecimento solar para água. Isso porque estima-se que no Brasil, durante o horário de pico, cerca de 60% do consumo da energia elétrica é advinda dos chuveiros elétricos. Embora alguns especialistas discordem sobre a medida, com críticas técnicas e políticas, para mim é claro que ela é mais do que acertada. Se existem questões técnicas a serem resolvidas, que sejam resolvidas. No caso das questões políticas, que se promova um debate público e se chegue a um acordo. O que não podemos deixar de lado é a oportunidade de iniciar a mudança da nossa matriz energética rumo à energia solar. Embora a energia elétrica brasileira seja predominantemente oriunda de hidroelétricas e não dos combustíveis fósseis, o país está crescendo economicamente, e é preciso, aumentar a geração, ou captação nesse caso, de energias renováveis. Isso vai aliviar o sistema hidroelétrico, liberando-o do uso residencial para o uso industrial, que tanto precisaremos. Outra coisa importante é pulverizar as fontes de energia. Os sistemas pequenos e distribuidos causam menor impacto ambiental do que os grandes sistemas de geração e distribuição de energia. A lei veio e veio tarde. Já deveria ter sido implantada há muito tempo. Espero ansiosamente por mais uma dúzia delas, incentivando o uso das energias renováveis em micro escala. Elas são a resposta do futuro para a sustentabilidade da raça humana no planeta.
Postado por
Ricardo Raele
às
12:10 AM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, consumo, energia, política, sustentabilidade
Domingo, Fevereiro 10, 2008
Siderúrgicas e o Pantanal
Postado por
Ricardo Raele
às
9:45 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, consumo, empresas, hipocrisia, sustentabilidade
Sábado, Fevereiro 09, 2008
Mar de Sangue
Afinal, por que os ocidentais podem matar bovinos aos milhões e os orientais não podem matar baleias? Eu não sei a resposta dessa pergunta, mas sei de algo que é comum aos dois lados. Matar animais é algo violento.
É sangüinário. Arpões em baleias, facas em porcos, pauladas em focas e choques em bois. Eis o homem desnudo. Crú. Será que precisamos disso? Pior. Essa matança não é doméstica, é industrial. Mata-se em série. A matança industrial é algo frio, assustador. Não sou vegetariano, mas ao ver as imagens dos japoneses fazendo um mar de sangue, literalmente, começo a pensar que o mundo poderia ser melhor sem essa matança.
Postado por
Ricardo Raele
às
12:00 AM
2
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, consumo, ecologia humana, política
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
Campanha Web Verde
O planeta pede sua ajuda. E não custa nada.
Postado por
Ricardo Raele
às
2:33 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Terça-feira, Fevereiro 05, 2008
Adaptação darwinista
Postado por
Ricardo Raele
às
4:05 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, ciência, consumo, ecologia humana, psicologia, sustentabilidade
Domingo, Fevereiro 03, 2008
Leis e ambiente
Além disso, é preciso uma política fiscal que incentive produtos "limpos" e cobre impostos adicionais para os produtos não amigáveis com o meio ambiente.
Também é preciso responsabilizar as empresas pelo dano ambiental que seus produtos causam. Por que não temos leis proibindo a produção de certos produtos se eles pioram a qualidade de vida da população? A sociedade precisa se mobilizar e exigir um código legal que proteja o meio ambiente e incentive as benfeitorias que nele são necessárias.
Postado por
Ricardo Raele
às
8:58 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, consumo, empresas, poluição, política, sustentabilidade
Sábado, Janeiro 26, 2008
Um caso de sucesso
Confesso que estive muito crítico nos últimos posts. Acho que é hora de ver o lado bom das coisas, afinal, toda unanimidade é burra. Estive lendo algumas revistas de indicadores ambientais. Tem muita coisa superficial mas também tem coisas interessantes. Quer saber uma ação ambiental muito positiva. Conto-lhes. A fabricação do plástico ambiental pela Brasken. Sim, brasileiros. A primeira empresa a fabricar plástico do etanol, ao invés do petróleo, é brasileira. Ponto pra nós. A Brasken investiu 30, eu disse 30 anos de pesquisa para fabricar um plástico oriundo de matéria prima renovável. Isso é uma ação ambiental de verdade, não é ação de marketing em propaganda da novela das oito. Com o plástico orgânico abrimos espaço para uma infinidade de derivados, cria-se um mercado novo, possibilitando a outros elos da cadeia produtiva serem sustentáveis. O petróleo vai acabar. Com ele os plásticos antigos. Que venha o novo. O plástico de etanol. Que venha o plástico biodegradável, assumindo a forma do futuro.
Postado por
Ricardo Raele
às
9:06 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, empresas, sucesso, sustentabilidade
Domingo, Janeiro 20, 2008
Uma pequena crítica
Postado por
Ricardo Raele
às
11:27 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, hipocrisia, poluição
Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
Conhecer-se
Postado por
Ricardo Raele
às
10:04 PM
1 comentários
Links para esta postagem
Marcadores: ambiente, pensamentos, psicologia












