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Terça-feira, Fevereiro 05, 2008

Adaptação darwinista



Darwin estava certo ao dizer que aquele que se adapta à natureza tende a sobreviver. O problema surge quando o homem confunde adaptação com dominação. A natureza não deve ser dominada porque a existência é livre em sua essência. Adaptar-se pressupõem respeito àquilo ao qual nos adaptamos. É um acoplamento mútuo. Quanto menos esforço o homem fizer para se adptar mais livre ele será. A dominação da natureza exige um esforço imenso, por isso é pouco inteligente. O esforço daptativo do homem, trás consigo uma idéia irreal de conforto, porque há um anseio pelo conforto que pressupõe um domínio destrutivo sobre a natureza. As pessoas que vivem esse conforto consumista, destróem o ambiente em que todos os seres vivos vivem. De fato, elas usam a inteligência humana para gerar um conforto insustentável, ao passo que se recusam, inconscientemente, a cumprirem seu papel na teia da vida.

Segunda-feira, Janeiro 14, 2008

O futuro está nos trópicos

Tenho pensado um bocado esses dias... Qual o papel da ecologia humana na minha vida? Qual é a minha idéia de ecologia humana e para que ela servirá? Perguntas que espero responder ao longo dos próximos anos. Os cientistas têm perguntas que levam anos para ser respondidas. Quiçá os filósofos... Esses passam a vida respondendo perguntas sem respostas. Admiro muito. Bom, mas pra mim, ainda fico com as que podem ser respondidas... Uma das certezas que tive sobre a ecologia humana é que ela deve estudar a relação da raça humana com os seres vivos e com o meio ambiente. Até aí nada de novo.

Entretanto, quando começamos a perguntar como integrar os seres humanos aos outros seres vivos e ao ambiente inorgânico surge um conceito chave nessa equação. COMUNIDADE.

É através da construção de comunidades sustentáveis que os seres humanos poderão tornar suas vidas ecologicamente corretas.Criar uma comunidade não é apenas juntar um monte de gente e fazer uma fogueira no centro. Montar uma comunidade envolve problemas de gerção de energia renovável (porque a vida não pára), garantir alimento para seus integrantes, produzido na terra, hidropônicamente ou ainda coletado na natureza e finalmente preencher as necessidades mentais do ser humano com produção de cultura. Isso envolve a ciência e a arte. Com essas coisas torna-se possível viver. E a ecologia humana precisa encontrar respostas pontuais para adptar as comunidades e torná-las sustentáveis.

Uma comunidade no deserto deve ser estruturada (com cálculos, estimativas de população e suas necessidades) de forma diferente de uma comunidade no interior do Brasil, ou ainda de uma comunidade urbana em Chicago. O ecólogo humano precisa trabalhar para encontrar soluções viáveis dentro de cada comunidade que ele estuda. A abordagem precisa ser multidisciplinar. Todas as ciências tem espaço para contribuir com idéias na construção de um mundo organizado em comunidades sustentáveis. A sustentabilidade está na integração com a natureza - a mais avançada tecnologia - e não na produção de uma vida artificial, como os países do norte há séculos vêem idealizando. Os ecólogos humanos tem a responsabilidade de planejar a construção de comunidades e interligar as diversas áreas do saber para o bem comum.